7 de abril de 2026

Beber uma cerveja numa terça-feira

Por augusto

Beber uma cerveja numa terça-feira não é, por si, um problema — o que importa é o significado do gesto.

 

Se olharmos pela lente da filosofia, pensadores como Aristóteles falariam da virtude do meio-termo: nem o excesso que domina o homem, nem a abstinência rígida que o aprisiona. A questão não é a cerveja, mas se você a domina — ou se é dominado por ela.

 

Já Epicuro lembraria que o prazer simples, quando consciente e moderado, pode ser parte de uma vida boa. Uma cerveja tranquila, apreciada com calma, pode ser apenas isso: um pequeno momento de contentamento.

 

Mas por outro lado, Friedrich Nietzsche talvez provocasse: você está escolhendo esse momento por vontade própria, ou apenas seguindo o hábito e a rotina sem perceber?

 

No fundo, a pergunta não é “pode beber numa terça?”, mas sim:

esse ato te aproxima de quem você quer ser, ou te afasta?

 

Se for um gesto consciente, leve e livre — não há problema.

Se for fuga, automatismo ou excesso — aí deixa de ser apenas uma cerveja.