Uso inteligente de remédios para obesidade: O caso do Mounjaro
Nos últimos anos, o uso de remédios para tratar obesidade virou assunto no mundo todo, porque cada vez mais gente sofre com esse problema e com as doenças que vêm junto, tipo diabetes tipo 2 e problemas de coração (OMS, 2025). Aí que entram medicamentos novos como o Mounjaro, que tem tirzepatida na fórmula, como parte das opções de tratamento. Usar esses remédios de forma inteligente é muito importante para aproveitar ao máximo os benefícios, evitar riscos e gastar o dinheiro da saúde de forma certa. Por isso, é preciso avaliar tudo com cuidado e seguir o que dizem as pesquisas.
A tirzepatida age como se fossem dois hormônios ao mesmo tempo, o GIP e o GLP-1. Ela ajuda a diminuir a fome, aumentar a sensação de saciedade e controlar o metabolismo. Estudos mostram que ela pode ajudar a pessoa a emagrecer bastante se fizer dieta e se exercitar: em um estudo chamado SURMOUNT-1, quem tomou tirzepatida emagreceu bem mais do que quem tomou placebo (SURMOUNT-1, 2025). Pesquisas também mostram que a tirzepatida pode ser melhor para emagrecer do que outros remédios que já existem, como a semaglutida, usada em remédios como Wegovy e Ozempic. Isso mostra que ela tem um bom potencial para ajudar no tratamento (CORREIO BRAZILIENSE, 2024).
Mesmo com esses resultados bons, usar remédios como o Mounjaro de forma inteligente é pensar não só se ele funciona, mas também se é seguro, quais os efeitos colaterais e em quais casos ele é recomendado. A Anvisa liberou o Mounjaro para ajudar a controlar o peso de pessoas adultas com IMC acima de 30 ou acima de 27 se tiverem outros problemas de saúde ligados ao peso, tipo pressão alta e colesterol alto. Mas, para usar o remédio, a pessoa também tem que mudar o estilo de vida, fazendo dieta e se exercitando. A Anvisa aprovou o remédio depois de analisar estudos bons, como os SURMOUNT-1 e SURMOUNT-2, que mostraram que ele funciona e é seguro (ANVISA, 2025).
A Anvisa diz que o remédio tem que ser usado com acompanhamento médico, para ver se a pessoa tem algum efeito colateral e ajustar o tratamento se precisar. Isso é importante para usar o remédio de forma certa. O médico tem que ficar de olho se a pessoa tem problemas de estômago e intestino, baixa de açúcar no sangue ou outras reações ruins, principalmente se ela já tiver outros problemas de saúde ou estiver tomando outros remédios (ANVISA, 2025, p. 3). Por isso, o médico tem que ver cada caso com cuidado, olhar o histórico de saúde da pessoa e se ela consegue mudar o estilo de vida para ajudar no tratamento.
Outra coisa importante é escolher bem quem pode tomar esses remédios e dar prioridade para quem vai ter mais benefícios. Organizações de médicos do mundo todo acham que esses remédios podem ajudar no tratamento da obesidade, mas sempre junto com mudanças no estilo de vida, acompanhamento psicológico e nutricional. As recomendações mais recentes também dizem que esses remédios não devem ser usados sozinhos como se fossem uma solução mágica, mas sim como parte de um plano completo, porque a obesidade tem muitas causas (OMS, 2025).
Pensar no preço do remédio e se as pessoas vão ter acesso a ele também é importante. O Mounjaro custa caro em muitos lugares, o que pode fazer com que nem todo mundo consiga usar. Por isso, os médicos precisam pensar bem se os benefícios do remédio valem o preço que a pessoa vai pagar e o quanto isso vai custar para o sistema de saúde. Para colocar esses remédios nas políticas públicas ou nos planos de saúde, é preciso ver se eles funcionam, se são seguros e se valem o dinheiro no longo prazo, e também se todas as pessoas vão ter acesso de forma justa.
Por último, usar remédios como o Mounjaro de forma inteligente é fazer com que o paciente entenda tudo sobre o tratamento e participe dele. Se a pessoa sabe quais são os objetivos do tratamento, quais os possíveis efeitos colaterais e porque é importante mudar o estilo de vida para sempre, ela tem mais chances de seguir o tratamento e ter resultados que duram. Por isso, é importante que o tratamento seja focado no paciente, que vá além de só dar o remédio e que tenha apoio de vários profissionais durante todo o processo.
Em resumo, o caso do Mounjaro mostra como é complicado usar remédios para obesidade de forma inteligente. É preciso avaliar bem os benefícios e os riscos, ter critérios claros para indicar o remédio, ter acompanhamento médico constante, levar em conta o preço e focar no paciente. Assim, esses tratamentos novos podem ser usados de forma correta, segura e justa, trazendo mais saúde para as pessoas.
REFERÊNCIAS
ANVISA. Mounjaro® (tirzepatida): nova indicação — Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Brasil: Anvisa, 09 jun. 2025. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/novos-medicamentos-e-indicacoes/mounjaro-r-tirzepatida-nova-indicacao. Acesso em: 25 jan. 2026.
CORREIO BRAZILIENSE. Mounjaro supera Wegovy em perda de peso de paciente com obesidade. Brasília: Correio Braziliense, 04 dez. 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/ciencia-e-saude/2024/12/7004175-mounjaro-supera-wegovy-em-perda-de-peso-de-paciente-com-obesidade.html. Acesso em: 25 jan. 2026.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Guideline on the use of GLP-1 receptor agonists and related therapies for obesity. Genebra: WHO, 2025. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/item/guideline-glp1-obesity. Acesso em: 25 jan. 2026.


