Mounjaro

Mounjaro: Será que o preço compensa? Uma olhada no custo-benefício

A gente está sempre buscando tratamentos que realmente funcionem para obesidade e problemas relacionados. Um dos medicamentos que tem chamado a atenção é o Mounjaro® (tirzepatida). Ele foi criado para diabetes tipo 2, mas o pessoal tem visto que ele ajuda a emagrecer e melhorar o metabolismo (MCLAUGHLIN; WADDEN, 2024, p. 15). Mas, como ele não é barato, será que vale a pena? Vamos analisar se o que ele oferece justifica o preço.

O Mounjaro age como um turbo nos hormônios GLP-1 e GIP, dando um empurrãozinho extra para controlar a fome, perder peso e regular o açúcar no sangue (MCLAUGHLIN; WADDEN, 2024, p. 18). Testes como o SURMOUNT-1 mostraram que a tirzepatida faz as pessoas perderem bastante peso em comparação com quem não tomou nada. Quase 90% das pessoas perderam mais de 5% do peso inicial, e algumas perderam mais de 20% (AP News, 2023). Com esses resultados, o Mounjaro parece ser uma boa opção para quem luta contra a obesidade. Mas não é só ver se ele funciona, temos que pensar no custo-benefício.

Um dos maiores problemas do Mounjaro é o preço salgado. No Brasil, uma caixa com quatro canetas pode custar de R$ 1.400 a R$ 2.380, dependendo da dose e dos descontos (PORTAL NORTE, 2025). Tem gente dizendo que pode chegar a R$ 3.700 por caixa, dependendo do estado (UOL VivaBem, 2025). Isso é bem mais caro que outros tratamentos e pode pesar no bolso, principalmente se o tratamento for longo.

Para saber se vale a pena, não basta olhar o preço. É preciso ver se ele traz resultados e como isso afeta a saúde geral. Pesquisas de outros países mostram que a tirzepatida pode ter um bom custo benefício em alguns casos. Uma análise baseada no SURMOUNT-1 mostrou que o custo por quilo perdido pode ser competitivo com outras opções, principalmente em doses mais altas (PUBMED, 2025). Outro estudo mostrou que pessoas com diabetes e obesidade que usaram tirzepatida ganharam mais tempo de vida com qualidade, e o custo foi considerado bom para os padrões dos Estados Unidos (PUBMED, 2025).

Mesmo assim, tem estudos que mostram que, apesar de funcionar bem, o custo-benefício da tirzepatida pode não ser tão bom quanto o de outros tratamentos, dependendo de como você analisa (PUBMED, 2024). Por exemplo, alguns estudos dizem que a semaglutida (outro medicamento parecido) pode ser mais vantajosa em termos de custo, principalmente quando se pensa nos gastos e efeitos a longo prazo (PUBMED, 2024). Por isso, é importante que cada médico avalie cada caso, levando em conta se o remédio funciona e se o paciente pode pagar.

Outra coisa importante é pensar em como o remédio se encaixa no sistema de saúde. Em países como o Brasil, onde o governo paga por grande parte da saúde, é mais difícil aprovar remédios caros. Para um tratamento entrar na lista do SUS, a CONITEC (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS) precisa analisar se os benefícios valem o custo e se todos terão acesso. Discutir se o governo pode pagar por tratamentos eficazes, mas caros, é parte de saber se o custo-benefício é bom para todos.

Além do dinheiro e da saúde, também temos que pensar na qualidade de vida das pessoas. Emagrecer pode melhorar exames, diminuir problemas de coração, facilitar a movimentação e evitar outras doenças causadas pela obesidade. Esses benefícios são mais difíceis de medir em dinheiro, mas ajudam a decidir se o tratamento vale a pena, já que podem evitar gastos futuros com complicações e internações.

Resumindo, saber se o Mounjaro vale a pena depende de muita coisa: se ele funciona, quanto custa, como melhora a vida das pessoas e como ele se encaixa no sistema de saúde. Os estudos mostram que ele ajuda a emagrecer e controlar doenças, mas o preço alto e a dúvida se ele é mais vantajoso que outros tratamentos exigem cuidado na hora de decidir (PUBMED, 2024; PORTAL NORTE, 2025). Então, dizer que o Mounjaro vale a pena é uma questão de equilibrar os custos, os benefícios, o que é prioridade na saúde pública e a situação financeira de cada paciente e do sistema de saúde.

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