Microbiota intestinal e pele: como o intestino influencia acne, envelhecimento e imunidade
A flora intestinal, cheia de bilhões de bichinhos que vivem no nosso sistema digestivo, é super importante para manter tudo equilibrado no corpo. Nos últimos tempos, a ciência andou mostrando que ela faz bem mais do que ajudar na digestão: mexe diretamente com a saúde da nossa pele, desde espinhas até o envelhecimento e como a pele reage a problemas. Isso tudo acontece por causa de uma ligação direta entre o intestino e a pele, um tipo de conversa que acontece por reações do sistema imunológico e outras coisas.
A pele, sendo o maior órgão que temos, barra um monte de coisas ruins e ainda protege a gente. Se a flora do intestino desanda, chamada de disbiose, a pele fica mais vulnerável e rolam inflamações que aparecem na pele. Tipo, já diziam O’Neill, Gallo e Host-Madsen (2016, p. 512), que uma inflamação que começa no intestino pode mudar como a pele reage, deixando ela mais aberta a doenças. Ou seja, pele saudável tem muito a ver com um intestino em ordem.
Pensando em espinhas, a disbiose no intestino pode bagunçar a produção de óleo e inflamar os poros. Comer demais porcarias industrializadas, cheias de açúcar e gordura, faz crescer bactérias ruins, aumentando a permeabilidade do intestino. Com isso, coisas tóxicas entram na circulação, soltando inflamações que pioram as espinhas. Bowe e Logan já falavam (2011, p. 128) que um intestino inflamado é como um gatilho escondido para ter espinhas direto, mesmo em adultos. Então, a espinha não é só um problema de pele, mas um sinal de que algo está errado no corpo.
E não para por aí: até o envelhecimento da pele sente o baque da flora intestinal. Estresse e inflamação (culpa da disbiose) aceleram a perda de colágeno e elastina, que são importantes para a pele ficar firme e elástica. Mas, calma, nem tudo está perdido! As bactérias do bem produzem coisas que ajudam a combater a inflamação, mantendo a pele em ordem. Como Salem e sua turma disseram (2018, p. 75), uma flora intestinal equilibrada ajuda a diminuir as marcas de inflamação que fazem a pele envelhecer antes da hora.
Falando em defesa do corpo, o intestino é um dos maiores centros de controle do sistema imunológico, com um monte de células de defesa. A flora intestinal ajuda essas células a amadurecer e a funcionar direito, o que afeta a reação da pele. Se rola disbiose, a imunidade fica fraca, e a pele corre mais risco de ter doenças inflamatórias e autoimunes, tipo dermatite e psoríase. Belkaid e Segre já diziam (2014, p. 563) que a relação entre a flora e o sistema imune é essencial para manter a pele saudável e evitar inflamações exageradas.
Vendo tudo isso, a galera da dermatologia e da nutrição está apostando em cuidar da flora intestinal. Usar probióticos, prebióticos e comer mais fibras, frutas, verduras e alimentos fermentados parece ser uma boa para evitar e tratar problemas de pele ligados à disbiose. A ideia é equilibrar a flora, diminuir a inflamação e ver a pele melhorar.
Resumindo: a flora intestinal tem um poder enorme na saúde da pele, mexendo com espinas, envelhecimento e imunidade. Entender essa ligação entre intestino e pele faz a gente ver os problemas de pele de outra forma, mostrando que é importante cuidar do corpo todo. Afinal, um intestino feliz significa uma pele mais bonita e saudável, e precisamos de mais estudos para entender tudo isso aiMicrobiota intestinal e pele: como o intestino influencia acne, envelhecimento e imunidadenda melhor.
Referências bibliográficas
BELKAID, Y.; SEGRE, J. A. Dialogue between skin microbiota and immunity. Science, New York, v. 346, n. 6212, p. 954–959, 2014.
BOWE, W. P.; LOGAN, A. C. Acne vulgaris, probiotics and the gut–brain–skin axis. Gut Pathogens, London, v. 3, n. 1, p. 1–12, 2011.
O’NEILL, C. A.; GALLO, R. L.; HOST-MADSEN, C. The skin microbiome and its relationship to cutaneous immunity. Seminars in Immunology, London, v. 28, n. 4, p. 512–520, 2016.
SALEM, I. et al. The gut microbiome as a major regulator of the gut–skin axis. Frontiers in Microbiology, Lausanne, v. 9, p. 1–14, 201


